Jefferson foi o escolhido pela torcida do Botafogo/RJ para entrar no bandeirão de ídolos, no lugar de Marlon Freitas, que havia sido colocado em 2025 e pediu para ser negociado com o Palmeiras/SP.
Em entrevista ao GE, o ex-goleiro se disse muito honrado e feliz com a homenagem feito pelos alvinegros.
Ser lembrado pela torcida do Botafogo/RJ, mesmo depois de eu ter me aposentado é de muita gratidão.
Nunca imaginei chegar a esses números em uma grande equipe como o Botafogo/RJ.
Me tornar o terceiro jogador que mais vestiu a camisa do clube e mesmo depois de parar, ser homenageado ao lado de grandes jogadores que fizeram história no Botafogo/RJ é algo muito especial.
É uma sensação de alegria, de dever cumprido e de saber que fiz a escolha certa.
Estou muito feliz e agradeço de coração a todos os torcedores do Botafogo/RJ, disse ao GE.
Jefferson estará ao lado de Nilton Santos, Garrincha, Jairzinho, Didi, Carlito Rocha, Quarentinha, Túlio Maravilha, Gerson, Amarildo, Heleno de Freitas e Luiz Henrique no bandeirão.
O ex-goleiro recordou quando decidiu ficar no Botafogo/RJ mesmo com o rebaixamento em 2014 à Série B, podendo até mesmo perder o espaço na Seleção Brasileira.
Foi uma decisão muito particular.
Na época, eu tinha meus empresários e amigos por perto, mas eu sabia que a decisão seria exclusivamente minha, assim como toda a responsabilidade e os riscos que ela envolvia.
Muitas pessoas ao meu redor diziam que eu deveria sair.
Talvez não apenas pelo fato de o Botafogo/RJ ter caído para a Série B, mas porque eu vinha tendo uma sequência na Seleção e aquilo poderia, de certa forma, me prejudicar futuramente, contou Jefferson.
Eu nunca coloquei o dinheiro à frente do meu profissionalismo, penso assim até hoje.
Sempre acreditei que o dinheiro é consequência.
Naquele momento, eu sentia que tinha uma dívida com o Botafogo/RJ.
Eu poderia ter saído em outras ocasiões, mas naquele momento específico, não.
Eu precisava fazer parte da reconstrução do clube.
Foi um período conturbado, com salários atrasados e muitos problemas nos bastidores, mas eu precisava viver aquele momento e ajudar a colocar o Botafogo/RJ novamente na Série A.
Graças a Deus, deu tudo certo.
Muitos jogadores me ligavam para perguntar se valia a pena ir para o Botafogo/RJ e eu dizia:
Pode vir, pode vir que a gente está montando um time para subir.
Eu sei que a minha permanência ali foi fundamental.
Não me arrependo de nada.
Tomaria a mesma decisão novamente, porque somos feitos de escolhas.
E essa, sem dúvida, valeu muito a pena.
Faria tudo de novo.





